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Abin alertou governo sobre crise em cemitérios devido ao coronavírus



Sepultamentos de vítimas da covid-19 no Cemitério Nossa Senhora Aparecida, em Manaus, no Amazonas. Foto: Alex Pazuello/Semcom

Por: Carta Capital

A Agência Brasileira de Inteligência (Abin) avisou o Palácio do Planalto e os ministros do governo do presidente Jair Bolsonaro sobre a falta de espaços para sepultamentos em cemitérios brasileiros, devido ao crescimento no número de mortes por coronavírus. As informações foram obtidas pelo jornal O Estado de S. Paulo por meio de documentos que somam cerca de 950 páginas, entre 27 de abril e 13 de maio.



Segundo o veículo, os relatórios retratam o desespero de famílias que não encontram parentes mortos em enterros precários na cidade de Manaus, no Amazonas. Os informes apontaram que, no cemitério público Nossa Senhora Aparecida, a prefeitura comunicou que os corpos serão enterrados em valas comuns, empilhados em três a três, de acordo com o jornal.

O mesmo documento informou que cresce a opção pela cremação de corpos em Manaus, por carência de novos espaços nos cemitérios públicos. Em decorrência da crise, “famílias relatam desaparecimento temporário dos corpos de familiares que morreram na rede pública de saúde”. A Abin relatou casos em que caixões foram abertos por pessoas que buscavam parentes.



No domingo 31, o Estado de S. Paulo reportou que a Abin forneceu dados sobre os benefícios do isolamento social como forma de conter a proliferação do vírus no Brasil. Nos informes, a agência destacou a baixa realização de testes diagnósticos no país e indicou a possibilidade de alta proporção de subnotificações.

Apesar dos alertas, o presidente Jair Bolsonaro segue em campanha aberta pela subestimação da pandemia do novo coronavírus. Em reunião ministerial de 22 de abril, Bolsonaro pediu o armamento da população para fortalecer protestos contra o isolamento social. Na ocasião, chamou de “bosta” o prefeito de Manaus, Arthur Virgílio (PSDB), após a decisão do tucano em abrir covas coletivas.



Em entrevista a CartaCapital, Virgílio afirmou que Bolsonaro “boicotou” as autoridades que defendem o isolamento e contribuiu para que a população da capital do Amazonas não seguisse as recomendações oficiais.

O Brasil já ultrapassou a Itália no número de vítimas fatais pela covid-19. O Ministério da Saúde contabiliza mais de 34 mil mortes e 614 mil casos confirmados. Na quinta-feira 4, a pasta identificou 1.473 mortes em 24 horas, recorde de óbitos registrados em um dia.




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