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Artigo: após ser cúmplice de 200 mil mortes, Bolsonaro diz que não é genocida.

Foto: Reuters

Por: Leonardo Sakamoto / UOL

O Brasil ultrapassou, nesta quinta (7), a marca dos 200 mil óbitos por covid-19. Números oficiais, claro, porque estimativas da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) apontam que o total real pode já ter ultrapassado os 260 mil.



Enquanto alguma família perdia um ente querido para essa doença estúpida, Jair Bolsonaro ameaçava mais uma vez a democracia, afirmando que se as urnas eletrônicas não produzirem comprovantes impressos em 2022, "vamos ter problemas piores do que os Estados Unidos". Ele se referia à invasão do Congresso norte-americano, nesta quarta, em uma tentativa de golpe fomentada por Donald Trump.

Isso é representativo do que tem sido o Brasil durante a pandemia: pessoas morrendo e Bolsonaro pensando apenas em como se manter no poder.

Os 200 mil representam 1.005 acidentes com aviões da TAM, como aquele de julho de 2007, ou 740 rompimentos de barragens da Vale em Brumadinho (MG), em janeiro de 2019, tragédias pelas quais choramos por meses. Ou uma bomba matando todos os habitantes de cidades do porte de Araçatuba (SP), Lauro de Freitas (BA), Castanhal (PA) ou Passo Fundo (RS).

Quase um ano após a chegada do vírus, estamos banalizando os óbitos. O que pode vir a ser a pior herança do bolsonarismo: um Brasil que se importa menos com a vida.



Bolsonaro não trabalhou para imunizar rapidamente a população contra a covid-19. Pelo contrário, ele tem sido um incansável guerreiro contra as vacinas, atacando sua credibilidade. "A vacina, se é emergencial, ela não tem segurança ainda. Ninguém pode obrigar ninguém a tomar algo se não tem certeza das consequências", disse hoje, alimentando desconfiança sem apresentar sem provas.

Com base no DataMessias, seu chutômetro particular, disse que menos metade da população brasileira pretende tomar vacina. "Alguém sabe quantos por cento da população vai tomar vacina? Pelo que eu sei, menos da metade da população, pelo que eu sei. E esta pesquisa que eu faço, faço na praia, faço na rua, faço em tudo quanto é lugar", disse. O Datafolha, de novembro, aponta que 73% querem se vacinar.

Mas, dessa forma, excita seus seguidores radicais e reduz a demanda pelo produto. A estratégia tem dado certo: já são 22% aqueles que não querem o imunizante.

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