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Deputado bolsonarista utiliza atentado "fake" para autopromoção política, diz PF

Foto: Ascom/Loester Truits

Por: com informações do The Intercept Brasil

A Polícia Federal e o Ministério Público Federal concluíram que o Deputado Federal bolosonarista Loester Truits forjou o atentado à bala que alegou ter sofrido no mês de fevereiro de 2020, na BR-060, entre as cidades de Sidrolândia e Campo Grande, no Mato Grosso do Sul.


O deputado relatou à polícia que um homem emparelhou o seu veículo ao dele, disparando uma rajada de tiros que, felizmente, não o atingiram. O falso atentado não resultou em morte, segundo o deputado, porque ele estava armado e trocou tiros com o agressor, que fugiu do local.

O deputado acionou a polícia e os agentes encontraram o seu veículo com várias marcas de tiros. A partir desse momento, Loester Trutis passou a divulgar na internet a sua bravura ao enfrentar o suposto assassino. Ele é um ferrenho defensor da liberação de armas e se exibe constantemente na internet. Em sua residência a polícia encontrou uma pistola Glock (exibida por ele na internet), um fuzil, um revólver calibre 357 e muita munição.

Foto: reprodução/Facebook

As armas são de uso restrito e o deputado foi preso. No entanto, devido ao pacote "anticrime" do ex-ministro Sérgio Moro, saiu da cadeia 24h após a prisão, porque o porte de arma de uso restrito das forças armadas deixou de ser crime inafiançável.


Atentado "fake"

A PF e o MPF concluíram que o deputado mentiu sobre o atentado, após investigação criteriosa sobre as informações prestadas por ele. Loester disse que o agressor atirou com um fuzil do interior de outro veículo, no entanto, a polícia descobriu que arma utilizada foi uma pistola Glock, semelhante à apreendida na casa do deputado, e o atirador estava em pé, parado, ao lado do carro.

A polícia desmentiu, também, a informação sobre o veículo utilizado pelo suposto atirador. O deputado forneceu a identificação de uma caminhonete velha, com problemas mecânicos, de propriedade de um fazendeiro com 71 anos de idade. Além disso, as câmaras da rodovia não flagraram o veículo no lugar indicado pelo deputado. A análise sobre as localizações fornecidas pelo GPS indicou que o deputado mentiu sobre onde estava na hora do atentado "fake".

Apesar de Loester atribuir o suposto atentado à sua luta contra o tráfico de drogas e o contrabando de cigarros, a polícia concluiu que o político criou a história como estratégia para autopromoção política.

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