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Oeste: Prefeitura reabre escola mesmo com transmissão do coronavírus ainda sem controle

Foto: ASCOM Prefeitura de Barreiras

As escolas municipais de Barreiras, no Oeste da Bahia, reabriram suas portas nessa segunda-feira (15), após um ano de portas fechadas devido à pandemia do novo coronavírus. O Prefeito Zito Barbosa visitou algumas unidades escolares para acompanhar a abertura e, apesar do tom de comemoração, o ato traz riscos em um momento que a pandemia continua sem controle no país e o próprio governo baiano alerta para um colapso do sistema público de saúde.


"A retomada das aulas na rede municipal está acontecendo de forma escalonada e obedece ao planejamento criterioso elaborado pela Secretaria de Educação, Cultura, Esporte e Lazer. Todas as escolas municipais estão devidamente sinalizadas, mantendo o distanciamento adequado para cada ambiente, com medição de temperatura logo na chegada à escola de todos os estudantes, profissionais pedagógicos e administrativos, bem como máscaras, álcool gel e sabonetes líquidos acessíveis nos espaços escolares", esclarece a prefeitura de Barreiras em nota à imprensa.

Apesar das medidas de segurança adotadas em outros locais para reabertura das escolas, semelhantes àquelas anunciadas pela prefeitura de Barreiras, as instituições foram fechadas novamente poucos dias após a reabertura, devido à explosão dos casos de contaminação.

Para a Federação dos Sindicatos de Professores e Professoras de Instituições Federais de Ensino Superior e de Ensino Básico Técnico e Tecnológico (ProIfes), o retorno às aulas presenciais deve ser precedido de uma série de providências que garantam, realmente, a segurança de todos, inclusive, a vacinação ampla da população.



"Enquanto os estudantes, que em geral não estão nos grupos de risco, não forem vacinados; enquanto não forem fornecidos a todos eles equipamentos de proteção individual obrigatórios; enquanto não forem readequados os fluxos de ar das salas de aula – dentre muitas outras providências essenciais visando reduzir o contágio, será um crime reiniciar as aulas presenciais. Se isso acontecer sem os devidos cuidados, iremos submeter não apenas os estudantes a um risco iminente e inaceitável, mas também as populações de suas cidades, agora que a segunda onda da COVID-19 está em trágica ascensão, com novas cepas mais transmissíveis do vírus sendo detectadas", alerta a Federação.

Em artigo publicado no dia 25 de janeiro, a Proifes relembrou o caso de Manaus, que atingiu o caos no atendimento aos doentes, devido ao colapso do sistema de saúde causado pela explosão de casos da Covid-19. A cidade reabriu as escolas ainda em 2020 e pode ter contribuído para o agravamento da situação.

No dia 8 de fevereiro, o Governo de São Paulo determinou o fechamento de 8 escolas devido ao surgimento de novos casos positivos. No mesmo período, três escolas particulares foram fechadas no interior do estado, após reiniciarem as atividades. Em um das instituições, 35 funcionários e alunos foram contaminados. O sindicato dos professores afirma que foram registrados 206 casos de contágio em 96 escolas estaduais.

Ainda em 2020, no mês de novembro, o sindicato de profissionais da educação da cidade do Rio de Janeiro, informou que 103 escolas foram fechadas devido aos casos de contágio. A informação foi negada pela Secretaria de Educação.




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