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Oeste: prefeito de LEM mantém resistência ao toque de recolher enquanto a Bahia atinge a pior fase da pandemia



Por: com informações do G1 Bahia

Enquanto o Estado da Bahia enfrenta o período mais grave desde o início da pandemia, o prefeito de Luís Eduardo Magalhães, Júnior Marabá (DEM), manteve a resistência em seguir o decreto estadual que determinou toque de recolher no estado até 31 de março, com fechamento do comércio e restrição de circulação nas ruas das 20h até 5h. O gestor municipal informou que na cidade do oeste da Bahia o toque de recolher será a partir das 22h.


O prefeito decidiu pela manutenção do toque de recolher às 22h e publicou a medida em um decreto municipal, mesmo após a recomendação do Ministério Público Estadual em seguir à risca o decreto do governo da Bahia que é válido até 31 de março.

Em uma postagem nas redes sociais da prefeitura, o gestor disse o motivo da decisão.

“Luís Eduardo Magalhães difere da região metropolitana de Salvador, onde acredito ser a maior preocupação do Governo do Estado. Temos em Luís Eduardo apenas 33 casos ativos e 3 internações, para um universo de 100 mil habitantes. Não podemos sacrificar o comércio e prejudicar aqueles que dependem de seus empregos."

O governo do estado informou que os decretos estabelecidos devem ser seguidos por todos os municípios estabelecidos no documento. Vale o decreto municipal apenas nos casos em que este for mais restritivo que o estadual.

Gestores públicos e cidadãos que não seguirem as determinações estão passíveis de punições por descumprir determinações do poder público e propagação de doença contagiosa.

Caos na saúde

Um ano após o primeiro caso da Covid-19 na Bahia, confirmado em 6 de março de 2020, o estado vive a pior fase da pandemia: caos na saúde, novas medidas restritivas com fechamento do comércio, variantes do vírus e mais de 12 mil mortes.

O aumento do número de casos da Covid-19 no estado tem preocupado o governador Rui Costa, autoridades da saúde e gestores municipais.


No mês passado, em 13 de fevereiro, Rui fez um alerta sobre possível colapso no sistema de saúde. Segundo ele, ao menos dez hospitais na Bahia estavam com 100% de ocupação.

Já no dia 16 de fevereiro, o governador disse que o estado estava vivendo o terceiro pior momento da pandemia, com cerca de 15 mil casos ativos e crescentes.

De acordo com Rui, o pior mês durante todo o período foi julho de 2020, quando o estado atingiu a marca de 2 mil óbitos e cerca de 30 mil casos ativos. O segundo pior teria sido junho de 2020, onde 1,7 mil pessoas morreram e os casos ativos chegaram a 27 mil.

No último dia 3 de março, o governador alertou sobre o pré-colapso no sistema de saúde do estado por causa da Covid-19. Segundo Rui, a situação estava muito mais crítica na região metropolitana de Salvador.

Outra questão que tem causado preocupação é a quantidade de variantes da Covid-19 no estado.

Já foram detectadas pelo Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen-BA), gerido pela Secretaria Estadual de Saúde da Bahia (Sesab), seis linhagens diferentes do novo coronavírus, dez casos da variante de Manaus e circulação da cepa peruana no estado.


Em 5 de março, dezessete casos da variante de Manaus foram confirmados pela Sesab. Ainda de acordo com o órgão estadual, seis casos da variante do Reino Unido também foram confirmados.


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