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Pesquisa desmente Bolsonaro sobre suicídios durante a pandemia


Por: UOL

Estabilidade no número de suicídios no país em 2020 desmente a tese do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) de alta de mortes do tipo durante o isolamento social em decorrência do coronavírus. Os dados fazem parte do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, revelado ontem (15) pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública.



O levantamento registrou 12.895 suicídios no Brasil no ano passado, o equivalente a um caso a cada 41 minutos durante o período de quarentena imposta por medidas de restrição para conter a proliferação da pandemia. O índice revelou estabilidade em comparação aos registros do ano anterior, com variação de 0,4%. Em 1º lugar entre os estados em números absolutos, São Paulo concentrou 20% dos casos. Mas também registrou estabilidade, com variação de 1% entre 2019 e 2020. Na taxa por 100 mil habitantes, Rio Grande do Sul e Santa Catarina contabilizaram a maior taxa, com 12,1 cada um.

Sem dados, Bolsonaro disse em sua live semanal, em março deste ano, que houve aumento de suicídio entre jovens durante a pandemia. No mesmo mês, leu carta de um suposto suicida para atacar as medidas restritivas. "Estamos tendo aí casos de suicídio pelo Brasil por causa do lockdown", disse. Filho do presidente, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) usou as suas redes sociais para divulgar a carta e até a foto da suposta vítima morta.

Em manual voltado a profissionais de mídia sobre a cobertura de casos do tipo, a OMS (Organização Mundial da Saúde) recomenda que não sejam publicadas fotos ou cartas suicidas. A entidade também pede que não seja feito sensacionalismo sobre o caso e "não atribuir culpas", orientações descumpridas pelo presidente. Questionada pelo UOL, a Presidência da República não se manifestou sobre o caso.

Reportagem completa: aqui.



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