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Governo Bolsonaro ignora testagem e adota, às cegas, política de convívio com a Covid



Por: Carolina Marins / UOL

A estratégia da "covid zero" deu lugar à de "viver com a covid" na Coreia do Sul. Austrália, Nova Zelândia e Singapura, ao reduzirem as restrições, também decidiram lidar com a circulação viral. O novo plano, porém, não significa permitir a livre propagação, mas controlar o vírus por meio de dois pilares: vacinação e testagem.



No Brasil, onde mais da metade da população está com a imunização completa, a retomada das atividades esbarra justamente na falta de política de testagem —a melhor opção em termos sanitários e econômicos conforme a vacinação avança nos países, segundo especialistas.

Apesar de ser o terceiro no ranking de infecções pela doença —atrás apenas de Estados Unidos e Índia— o Brasil ocupa a 125º posição quando se trata da proporção de testes por milhão de habitantes, segundo o site wordometers.

Desde o início da pandemia, foram realizados cerca de 24,5 milhões de exames RT-PCR no país, de acordo com os dados do último boletim epidemiológico do Ministério da Saúde, publicado em 5 de novembro. O Brasil faz, em média, 297 mil testes para cada 1 milhão de habitantes. Na Dinamarca, país com maior proporção de testagem, essa taxa é de mais de 15 milhões de testes por milhão de pessoas —o país tem uma população de 5,8 milhões, ou seja, testa repetidas vez a mesma pessoa.



A orientação em muitos estados e municípios brasileiros é de que apenas casos sintomáticos sejam testados, deixando passar a grande maioria das infecções que são assintomáticas.

"Há um abismo entre o que a gente deveria fazer, e vários países estão fazendo com sucesso, e o que está acontecendo no Brasil. Eu diria que o Brasil está na pré-história das testagens", afirma Evaldo Stanislau, infectologista no Hospital das Clínicas da FMUSP.



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